Cria-se laços. Cabe á cada um, reforçá-los ou afroxá-los. Eu, pessoalmente, nunca fui uma pessoa de afroxar laços, seja lá qual for o tipo. Mas, sem dúvida alguma, não cabe á mim, ou não apenas a mim torna-los ainda mais fortes do que outros. É bem coisa da vida mesmo. É...foi por volta desse ano que aprendi que isso que já haviam me dito é fato, não lenda. Acho que foi por esse ano mesmo por que foi quando conheci gente. Gente demais, pra falar a verdade. Mas tenho o prazer imenso - e intenso, diga-se de passagem - de poder afirmar com toda a certeza - e sem alguma dúvida, mesmo conhecendo-os pouquissímo - que conheci as melhores pessoas do mundo. Daria tudo para mantê-los por perto por todo o sempre, enquanto for que essa eternidade dure...Bem por que não brinquei quando disse que quero guardar um tanto de gente nos potinhos. Eh, haja potinhos...
Na verdade, escrevi tudo isso pra falar de um amigo. Um cara aí que conheci esse ano, no meio de tanta gente. Um ruivo, alto, de sorriso grande, olhar sincero, cabelo bagunçado e barba engraçada. Ah! e de sardas! Bom, é que ele foi uma das primeiras pessoas que tive o prazer de conhecer: já no meu trote na FALE trocamos bons papos e percebi que muita coisa mudaria a partir dali. O Cléber me ajudou a entender muita coisa, desde como as coisas na faculdade funcionam até como o Cabral funciona...hehehehehehe. Além disso, foram bons papos, boas tardes, boas manhãs, filosofias eternas, lindas fotografias, uma vinhada inesquecível e uma cachaçada memorável...enfim, lembranças pra uma vida toda. Na mesma rapidez em que apareceu e fez-se presente, ele foi viver sua vida em Londres, encontrar-se - coisa necessária para todas as pessoas, pelo menos uma vez na vida. Eu morro de saudade e sorrio a cada conversa jogada fora pela internet, ele me faz bem.
Bom, meu querido! Parabéns! Você merece mesmo, tudo de bom dessa vida. Que as coisas continuem dando certo aí nesses cantos, que estou aqui te esperando naquela mesa do bar, com aquela nossa gelada, ok? ;) Te amo.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
tempos atrás.
na verdade estava mesmo cansada de tanto barulho, de tanta bagunça. meus joelhos já não aguentavam mais, também. já me incomodava. é, eu precisava mesmo sair dali, e de perto de tantas pessoas. percebi, talvez um pouco tarde, ou cedo, que as dores dos dias seguintes não valeriam á pena, comparadas á uma outra tranquilidade que ali eu não encontraria. e resolvi andar por outros trilhos, respirar outros ares e de cores mais verdadeiras me vestir. e andei tanto e por tão diferentes lugares que vim parar aqui, de pés machucados e roupas sujas, ainda assim, sem ter por perto quem eu sempre desejei ter.
"Levo, flâmula, a confiança
de que o amor há de erguer
no chão do mundo: a utopia"
(Thiago de Mello)
mas no que eu menos acreditei, encrenquei-me ao perceber que estaria então, aonde eu jamais imaginaria. talvez por que dei espaço demais para sentir o que não havia, até então, sentido. desde então, recuso-me a pensar e ignoro outros olhares para tê-lo por perto, pensando em cada palavra, em cada beijo e em casa sorriso - as coisas fluem numa simplicidade de filme de hollywood. só que ainda não consigo pensar nos próximos meses, negando-os, como quem tem medo de voltar a andar por aqueles antigos caminhos.
"Levo, flâmula, a confiança
de que o amor há de erguer
no chão do mundo: a utopia"
(Thiago de Mello)
mas no que eu menos acreditei, encrenquei-me ao perceber que estaria então, aonde eu jamais imaginaria. talvez por que dei espaço demais para sentir o que não havia, até então, sentido. desde então, recuso-me a pensar e ignoro outros olhares para tê-lo por perto, pensando em cada palavra, em cada beijo e em casa sorriso - as coisas fluem numa simplicidade de filme de hollywood. só que ainda não consigo pensar nos próximos meses, negando-os, como quem tem medo de voltar a andar por aqueles antigos caminhos.
sábado, 10 de novembro de 2007
desapego;
nesse instante, entrego-me ao desapego por inteiro para escrever-lhes algumas palavras soltas, desimportantes. já não sonho mais com o passado e nem desejo o amanhã. lembro-me do tempo em que as tristezas e as alegrias não me tomavam o tempo - tão precioso tempo. já passei por tanta coisa em tão pouco tempo que aprendi a não mais sofrer, portanto agora espero a maturidade de fazer do sofrimento, poesia - a prosa parece-me tão mais conveniente. passei a simplesmente viver, como quem anda por cima de pedras afiadas por tanto tempo, que um dia já não sente mais nada. hoje escrevo essas palavras no caminho de todo dia, sem dor, escrevo-as apenas. voltando ao viver, sentir me traria consequências desconhecidas e fatais: um risco á força que aprendi a cultivar. não me entregaria á sentimentos que poderiam me trazer a dúvida quanto á certeza que acredito ter sobre qualquer coisa incerta que aprendi a conviver com. basta-me a minha sombra e seus olhos a me enfeitar.
mas mesmo assim, sinto-me incerta quanto ao que diz-me certo. queria ter-te por perto.
ps: não-autobiografico.
mas mesmo assim, sinto-me incerta quanto ao que diz-me certo. queria ter-te por perto.
ps: não-autobiografico.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
desagüe.
está tudo errado.
mas talvez a única coisa que eu esteja precisando mesmo seja ficar só, diante de um ar condicionado - sem pensar, sem ouvir, sem ver nada, e nem ninguém.
acho que eu preciso de tempo.
mas, paremos com esses "eus".
é tudo besteira mesmo.
mas talvez a única coisa que eu esteja precisando mesmo seja ficar só, diante de um ar condicionado - sem pensar, sem ouvir, sem ver nada, e nem ninguém.
acho que eu preciso de tempo.
mas, paremos com esses "eus".
é tudo besteira mesmo.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
irreal
foi quando chegou aquela hora em que ela percebeu que nada havia valido a pena suficiente. ela estava cansada, vestida em trapos, com dores de cabeça e chorando sem porquê. as pessoas passavam ao seu lado sem notá-la e sem senti-la - pra ser sincero, digo até que não sei se ela mesmo se sentia. ela sabia apenas que ali não poderia ficar por muito tempo, e nem daquela forma.
então se levantou daquele canto. olhou-se no espelho e prometeu, pra si mesma - ou pr'quela imagem - nunca mais. NUNCA MAIS. deitou-se da forma que mais lhe agradava e entregou-se á qualquer mundo paralelo em que acreditava, bem longe desse que chamamos de real.
então se levantou daquele canto. olhou-se no espelho e prometeu, pra si mesma - ou pr'quela imagem - nunca mais. NUNCA MAIS. deitou-se da forma que mais lhe agradava e entregou-se á qualquer mundo paralelo em que acreditava, bem longe desse que chamamos de real.
sábado, 8 de setembro de 2007
Um violão guardado;
Nunca soube tocar violão embora me perdesse algumas vezes imaginando, entre outras coisas, o que eu escrevo musicado. Não escrevo bem e nem gosto que muita gente leia minhas palavras mais-que-tortas, mas pra falar a verdade não quero jamais me satisfazer com elas. Acho que quando isso acontecer, não vou mais escrever. Mas voltando ao violão, tive uma vez um. Era um grande, bom, e tinha uma corda a menos. Não era qualquer violão desses que se pode até quebrar no palco e nem daqueles caros, especiais e cheios de frescuras. Era o violão do meu avô que, quando ainda era vivo, havia aprendido a dedilhar algumas das músicas "daquele tempo dos bailes que tenho saudade", como ele mesmo dizia...O violão por aqui ficou, num canto do meu quarto por mais ou menos um ano. Por tardes inteiras arrisquei algumas notas, mas só o que consegui foram barulhos irritantes: o violão estava desafinado.
"E fora, e fora de mim
De dentro afora uma ciência:
Que toda fêmea é bela
Toda mulher tem sua hora
Tem sua hora da estrela
Sua hora da estrela de cinema"
(VELOSO, Caetano)
"E fora, e fora de mim
De dentro afora uma ciência:
Que toda fêmea é bela
Toda mulher tem sua hora
Tem sua hora da estrela
Sua hora da estrela de cinema"
(VELOSO, Caetano)
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Pregos podres. Poderes pregos.
é assim e sempre vai ser desse jeito até o em que você percebe que não pode mais. que as coisas não funcionam como te ensinaram. que a maioria das coisas pelas quais você lutar na vida, vão acabar no nada simplesmente por não valerem a pena.
até que você junta toda vontade por uma noite que termina no nada em nada. ai é só se consolar com uma boa noite de sono. mas aí você acorda com aquela dor de cabeça, aquele mau-humor e aquele desejo de ficar o dia todo trancada no quarto. ok, você o faz...mas não passa.
e agora, fazer o que?
vou radicalizar.
até que você junta toda vontade por uma noite que termina no nada em nada. ai é só se consolar com uma boa noite de sono. mas aí você acorda com aquela dor de cabeça, aquele mau-humor e aquele desejo de ficar o dia todo trancada no quarto. ok, você o faz...mas não passa.
e agora, fazer o que?
vou radicalizar.
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