"nós dois crescemos e estamos muito diferentes
não somos mais inocentes"
me peguei ontem, entre um sonho e outro, com pensamentos distantes. quando dei por mim, peguei-me pensando em tudo que passou. e já faz tanto tempo!aliás, tempo demais, pra falar a verdade - um ano e meio?. bom, prometi um texto melhor e menos bobo e fútil, mas hoje não dá. devido aos pensamentos que tomaram conta da minha noite passada, fico hoje com mais uma boberinha comentada. ou melhor: contada. não precisam ler. não tenham esse trabalho.mas eu quero escrever, "dá licença"?
"me conquistou foi só sorrir pra mim
não vai cessar essa vontade de te ter por perto
só pra te olhar
pois sei que ter você é impossível"
naquele dia não tinha nada na cabeça: não sabia o que esperar de umas férias tão merecidas. só pensava mesmo em ter um verão daqueles memoráveis, ou melhor, inesquecíveis. mais um dia de praia, mais um dia de sol, mais um açaí. "ei, me vê um açaí, com morango?". "claro!".(...). "você não é daqui, é?!". "não... sou de minas!". ó. "sou de uma cidade, quase no urugay, mas vim pra cá desde pequeno". óó.(...). "beijo, até amanhã". nossa, impossível de esquecer como foi que tudo começou. desde aí, nos encontramos mais os dois dias que voltei naquela praia e ao acaso á noite. "vai ter uma festa...vamos?". nunca quis tanto ir em um lugar. mas não fui, os planos pr'quela noite eram outros: confraria!."tá ok, nos vemos amanhã na praia!". no dia seguinte, último dia: despedida! não deu pra ir lá. logo de manhã: "vamos pra praia brava!". hum...tá ok. o lugar era mesmo mais bonito. o bar era mais foda, assim como as pessoas, o mar, a música...mas, o açaí, não. não era melhor. mais tarde, saí procurando seu olhar em tudo quanto é canto da cidade, aonde eu passei, é claro. mas, como eu já imaginava, quando mais se espera do acaso, ele nos deixa na mão. peguei vôo sem um telefone, uma foto, um beijo, um msn sequer. e mesmo assim, tanto tempo depois, me atormenta meus pensamentos. lembro do seu nome, aonde estava, do que ouvia, da tatuagem, do seu açaí, dos nossos papos das suas mãos. mas já me esqueci do seu rosto e da sua voz. e aí, quando é que você vai me achar? é, foi uma dessas coisas de temporada.
"estava sorrindo de saudade,
da alegria que esquenta a cidade
só amizade, eu e você dando um rolé."
quarta-feira, 11 de julho de 2007
domingo, 8 de julho de 2007
e o pensamento lá em você.
domingo normal. mais um como todos os outros. um daqueles em que acordo na casa de uma amiga, de ressaca, mas satisfeita com a noite anterior. feliz pelas coisas que aconteceram, e como. bom, casa de vó, almoço de vó, papos de vó. sonequinha. ajuda a vó, beijo na vó, cosquinha no vô...gente...eu amo esses meus avós. depois volto pra casa, pego as revistas da semana- rolling stone de junho, vogue e cláudia, ambas de julho - e o jornal de domingo - folha de são paulo, as always - me sento na brecha do solzinho e me intero das novidades - ou não. enquanto isso, ouço uma mistura musical - começa por stooges, passa por mutantes e termina em chico buarque - e como uns biscoitos de queijo da vó, trazidos em quantidade excepcional. parece tudo perfeito, não? pois é, tudo na mais perfeita tranquilidade: a dor de cabeça passou. agora o único problema é a intimidante nostalgia. sabe como é: domingos são sem-pre domingos, e isso tende a permanecer. isso é um problema sério, já que mesmo de férias os domingos carregam esses pesos de serem tão...tão...complicados. acho ás vezes que tais domingos são até mais complicados do que aquelas quarta-feiras corridas em que preciso sair correndo da ufmg pra pegar o 2004 e o 1170 correndo pra dar tempo de chegar na fumec pras aulas de desenho. ok, ok...as coisas mudaram: estou de férias. né? mas hoje ainda é domingo. e ainda é complicado. principalmente pelo detalhe do meu pensamento funcionar mais em dias como hoje.
entre tantas páginas, fui parar na revista dedicada ás mulheres de 40 anos, "chique é ser inteligente", não é? pois bem. uma dessas revistas as quais detesto ler e evito ao máximo - principalmente as partes dedicadas ao corpo, dieta ou exercícios físicos - bem por que, pra começar, não tenho nem metade da idade do seu público alvo, certo? pois bem, pensemos por aí. no entanto, se a leio é por ter alguma de interessante - pelo menos pra mim. leio, em todas essas revistas, a coluna da danuza leão. leio as colunas dela também na folha de são paulo, semanalmente. gosto do que ela escreve, gosto de como ela escreve. "É que a mulher passa por várias fases e, quando consegue tomar nas mãos as rédeas de sua vida, prefere ir pra casa comer um sanduiche de pão-de-fôrma gelado com uma fatia de queijo-de-minas a comer uma pizza e beber uma cerveja com esse homem, por medo de se apaixonar."(texto E viva a diferença!, da revista Cláudia do mês de julho/07). como já disse, não sou o público-alvo dessa revista, e nem estou nessa fase ainda, no entanto, gosto do que ela diz. acho que do sexo feminino que sou, entendo, mesmo sem saber - ainda -, o que ela quer dizer. esse medo. enfim, acho bom. mesmo não sendo lá muito fã de pão-de-fôrma gelado, muito menos com queijo-de-minas. bom, não vou dizer mais muita coisa. todo mundo - quero dizer, nós, meninAS - tem seus instantes frescos, inseguros, bichas e fúteis pra passa-los lendo textos como esses, comendo chocolate, dançando até o chão, fofocando sobre a vida alheia ou sobre besteirinhas amorosas ou, até mesmo, fugindo de pizzas com cerveja, para se atolar num sofá com filme. os sentimentos passam, mas nós sempre cometemos os mesmos delitos sentimentais...somos bobas. muito bobas.
boa noite e bom fim de domingo.
prometo um próximo post mais produtivo.
;*
entre tantas páginas, fui parar na revista dedicada ás mulheres de 40 anos, "chique é ser inteligente", não é? pois bem. uma dessas revistas as quais detesto ler e evito ao máximo - principalmente as partes dedicadas ao corpo, dieta ou exercícios físicos - bem por que, pra começar, não tenho nem metade da idade do seu público alvo, certo? pois bem, pensemos por aí. no entanto, se a leio é por ter alguma de interessante - pelo menos pra mim. leio, em todas essas revistas, a coluna da danuza leão. leio as colunas dela também na folha de são paulo, semanalmente. gosto do que ela escreve, gosto de como ela escreve. "É que a mulher passa por várias fases e, quando consegue tomar nas mãos as rédeas de sua vida, prefere ir pra casa comer um sanduiche de pão-de-fôrma gelado com uma fatia de queijo-de-minas a comer uma pizza e beber uma cerveja com esse homem, por medo de se apaixonar."(texto E viva a diferença!, da revista Cláudia do mês de julho/07). como já disse, não sou o público-alvo dessa revista, e nem estou nessa fase ainda, no entanto, gosto do que ela diz. acho que do sexo feminino que sou, entendo, mesmo sem saber - ainda -, o que ela quer dizer. esse medo. enfim, acho bom. mesmo não sendo lá muito fã de pão-de-fôrma gelado, muito menos com queijo-de-minas. bom, não vou dizer mais muita coisa. todo mundo - quero dizer, nós, meninAS - tem seus instantes frescos, inseguros, bichas e fúteis pra passa-los lendo textos como esses, comendo chocolate, dançando até o chão, fofocando sobre a vida alheia ou sobre besteirinhas amorosas ou, até mesmo, fugindo de pizzas com cerveja, para se atolar num sofá com filme. os sentimentos passam, mas nós sempre cometemos os mesmos delitos sentimentais...somos bobas. muito bobas.
boa noite e bom fim de domingo.
prometo um próximo post mais produtivo.
;*
terça-feira, 19 de junho de 2007
costume só.
costumo calar-me quando não tenho mais o que dizer. mas solto minhas gargalhadas até quando não tem graça, pelo simples medo que tenho do silêncio. tenho medo por que coisas podem ser ditas. outras não ditas. quero mesmo é não dançar sozinha mais, pra aprender a não mais trocar meus pés. se for pra trocar, troquemo-os juntos, o que acha? mas entre "vai-e-vens", encontro-me num canto qualquer da página. um canto aonde escrevo qualquer escrotice, só pra ocupar o tempo. pior é quando as melhores idéias surgem no banho: não adianta escrever no vidro.
beijomeliguem.
beijomeliguem.
sábado, 9 de junho de 2007
qualquer coisa além de mim.
entre muros e pedras, encosto-me em qualquer canto amaldiçoado da coisa. algum canto que não seja tão desconfortável. talvez uma dose ou outra me faça esquecer do que uma vez já senti. talvez a própria dor me faça negar o mesmo prazer que um dia também procurei. mas, como uma sequência de imagens um dia vividas, noto que talvez eu tenha sobrevivido alguma coisa. ou mesmo sofrido tanto que agora não sinto mais nada. esse drama todo existe para realmente não fazer parte de nada além de um conto qualquer que se lê na porta de um banheiro em um putero. tinha muito tempo que não tocava nesse assunto: preferi esquecê-lo. lembrava brevemente do que ás vezes escorria. talvez era sentimento. talvez não. não importava, afinal que graça tem em não sentir?
sábado, 2 de junho de 2007
mais do que isso.
"É que as vezes acho
Que não sou o melhor pra você
Mas as vezes acho
Que poderiamos ser o melhor pra nós dois
Só quero que saiba..."
Nesse caso, manteremos o silêncio de quem tudo o fala. E eu talvez deveria dizer que pensei. É, eu pensei. Mas talvez o verbo seja lembrar. Lembrei sim de você. O que parece ser novo e extremamente divertido. Mas é cedo, muto cedo. Então vamos deixar que amanhã surja pra nor responder o que ainda nos existe a perguntar.
(Again: Esse blog não é autobiogáfico. São só palavras soltas e instantâneas de quem não tem mais o que fazer. Ou tem, mas está com preguiça.)
Que não sou o melhor pra você
Mas as vezes acho
Que poderiamos ser o melhor pra nós dois
Só quero que saiba..."
Nesse caso, manteremos o silêncio de quem tudo o fala. E eu talvez deveria dizer que pensei. É, eu pensei. Mas talvez o verbo seja lembrar. Lembrei sim de você. O que parece ser novo e extremamente divertido. Mas é cedo, muto cedo. Então vamos deixar que amanhã surja pra nor responder o que ainda nos existe a perguntar.
(Again: Esse blog não é autobiogáfico. São só palavras soltas e instantâneas de quem não tem mais o que fazer. Ou tem, mas está com preguiça.)
terça-feira, 29 de maio de 2007
foi sem pensar muito mêsmo.
posso pedir? i wanna be on the road. é, sabe? sair...viajar. sem data pra voltar. e pronto. é isso só. só mêsmo. e o porquê disso? ah, deu vontade e pronto. besta eu, né? pois é.domingo, 20 de maio de 2007
Assim, restos.
Fico assim:
de coração parado no tempo.
de cabeça presa nas horas.
de alma presa nas mãos.
de vida perdida no corpo.
Sinto assim, o frio.
E como se não tivesse mais o que sentir;
jaáque nunca o senti.
deixo o sentimento passar.
Sem cobrar nada.
E nao sobra cousa alguma.
de coração parado no tempo.
de cabeça presa nas horas.
de alma presa nas mãos.
de vida perdida no corpo.
Sinto assim, o frio.
E como se não tivesse mais o que sentir;
jaáque nunca o senti.
deixo o sentimento passar.
Sem cobrar nada.
E nao sobra cousa alguma.
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